Número de crianças britânicas que se submetem a tratamento para disforia de gênero cresceu 1000% nos últimos cinco anos

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O número de crianças que estão sendo tratadas pelo Serviço Nacional de Saúde por causa da disforia de gênero aumentou 1000% nos últimos cinco anos, de acordo com uma reportagem publicada no London Sun.

O jornal relata que em uma clínica da Fundação Tavistock e Portman, onde são tratados todos pacientes transgênero do Reino Unido menores de dezoito anos, “as famílias desses pacientes recebem aconselhamento e, em alguns casos, eles recebem tratamentos de bloqueio hormonal” como preparação para uma “possível mudança de sexo” depois dos dezoito anos.

“No mês passado, foi revelado que um menino de cinco anos voltou de uma escola em Nottinghamshire comportando-se como uma menina”, acrescentou o London Sun.

“Essas crianças deveriam receber um tratamento psicoterápico”, disse ao LifeSiteNews o Dr. Joseph Berger, um importante psiquiatra canadense. “Elas são infelizes por diversas razões. Elas deveriam ser tratadas por causa de sua infelicidade. A remoção do pênis e dos seios não é o tratamento [adequado] para a infelicidade”.

O London Sun relatou que o número de jovens sendo tratados por disforia de gênero aumentou de 97 em 2010 para 1013 em 2015, gerando um custo de £2.674.791 aos pagadores de impostos. Mas Bernard Reed, da Sociedade para Pesquisa e Educação sobre Identidade de Gênero, disse que o Serviço Nacional de Saúde não “estava realmente preparado e treinado para ajudar a lidar com essa crescente procura por tratamento médico”, enquanto a Dra. Polly Carmichael admitiu que “o aumento neste ano é extraordinário. Ficou difícil prever se as recomendações de tratamento continuarão aumentando”.

O London Sun não pôde fornecer números para comprovar um crescimento súbito, mas uma matéria do London Telegraph do ano passado relatou um crescimento de 400% entre jovens com menos de 11 anos (de 19 para 77 durante o mesmo período de cinco anos). O Telegraph também divulgou uma pesquisa com 32 jovens que o Serviço Nacional de Saúde tratou com bloqueadores de hormônio, a qual revelou que oito deles fizeram uma cirurgia para remover ou implantar seios ou órgãos sexuais.

A organização Chistian Concern, sediada em Londres e que luta pelos direitos dos cristãos, repercutiu as palavras do Dr. Berger. A diretora executiva da organização, Andrea Williams, disse ao Charisma News: “Quando as crianças manifestam um estado de confusão como esse, temos de afirmar a identidade que lhes foi dada por Deus e ajudá-las a entender o sexo com o qual nasceram. Muitas crianças estão simplesmente seguindo outras, sem realmente entenderem as implicações disso. Se permitirmos que essa moda cresça de forma descontrolada, muitas crianças poderão tomar decisões das quais se arrependerão mais tarde”.

O Dr. Berger disse ao LifeSiteNews que as pessoas que realmente acreditam que pertencem ao sexo oposto “sofrem de desequilíbrio. Elas deveriam ser tratadas com medicamentos de combate à psicose”. Porém, a maioria dos pacientes que sofrem de disforia de gênero simplesmente acham que são infelizes e pensam que a mudança de sexo faria com que fossem mais felizes. Ele relatou que recentemente havia tratado uma adolescente “muito bonita”, que queria mudar de sexo porque pensava que os “homens tinham uma condição social privilegiada”. ‘

Por outro lado, os homens podem querer se tornar mulheres, disse o Dr. Berger, “por pensarem que elas têm vidas mais passivas, ou porque usam roupas mais coloridas, ou se tornam com mais frequência o centro das atenções”.

A maioria dos adolescentes que sofrem de disforia de gênero, se não forem encorajados, simplesmente perdem seu desconforto com o seu sexo biológico depois de alguns anos. Hoje, porém, disse o Dr. Berger, a mudança de sexo “virou moda. Ela praticamente substituiu a homossexualidade”. Políticos e alguns profissionais da área da saúde subiram no bonde para “fazerem carreira”.

Em janeiro, um comitê do Parlamento Britânico composto por representantes de todos os partidos publicou um relatório com muitas críticas ao Serviço Nacional de Saúde e particularmente aos clínicos gerais por prescreverem tratamentos inadequados aos pacientes transgênero.

Porém, o ceticismo é crescente. Valendo-se da internet para reunir forças, uma ampla aliança entre feministas, lésbicas e pais preocupados estão resistindo à pressão do lobby transgênero para ajudar e estimular crianças que estão à procura de medicamentos para mudança de sexo. Sites como 4thWaveNow, GenderCritical e Transcritical tentam proteger as crianças de um establishment cirúrgico demasiadamente ativo, enquanto as feministas resistem ao que chamam de uma forma distorcida de agressão masculina. A postagem mais recente do site Transcritical diz o seguinte: “Para ser uma mulher, é necessário ser do sexo feminino, e para ser do sexo feminino é necessário ter cromossomos XX e uma anatomia específica do sexo feminino”. As chamadas “transmulheres”, continua o blog, são apenas homens “que se identificam com o sexo oposto”.

Entretanto, a fundadora anônima do site 4thWaveNow destacou recentemente o primeiro aniversário da página, que felizmente está deixando de ser um blog pessoal para se tornar uma central de informação para “pais que são céticos em relação à ‘transição’ de crianças e/ou jovens, bem como para especialistas bem informados que combatem a moda das “crianças trans” e o “establishment midiático e médico”.

A evidência favorável aos céticos cresce cada vez mais. Somente em 2014, o Dr. Paul McHugh, ex-chefe de psiquiatria do centro médico da Johns Hopkins University, explicou aos leitores do Wall Street Journal que esse hospital deixou de fazer cirurgias de mudança de sexo na década de 1970 porque elas não funcionavam. O acompanhamento a longo prazo de pacientes transgênero mostrou que “o ajustamento psicossocial deles após a cirurgia” não foi melhor que o daqueles que não se submeteram à cirurgia.

McHugh citou os resultados ainda mais chocantes de uma pesquisa sueca realizada em 2011, a qual acompanhou pacientes que haviam se submetido à cirurgia de mudança de sexo há trinta anos. A pesquisa descobriu que a taxa de suicídio neste grupo era quase vinte vezes maior que o número de suicídios na população não trans.

Embora os suecos não tenham dado uma explicação para isso, McHugh o fez: “A ‘mudança de sexo’ é biologicamente impossível. As pessoas que se submetem à cirurgia de mudança de sexo não se transformam em homens ou mulheres. Ao contrário, elas se tornam homens afeminados ou mulheres masculinizadas. Alegar que isso é um tema de direitos civis e encorajar a intervenção cirúrgica significa na realidade colaborar com e promover uma desordem mental”.

O Dr. Berger disse ao LifeSiteNews que o Serviço Nacional de Saúde deveria agir de forma cautelosa em relação ao desejo de crianças ou pais por tratamentos, incluindo hormônios ou bloqueadores de hormônios, que poderiam causar danos sérios ou permanentes.