Confusão na OEA: cristão é agredido após ter impedido a entrada de um grupo de travestis em um banheiro feminino

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A 46ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) foi palco de um ato de violência quando, no último domingo, membros da sociedade civil não aceitaram que homens travestidos de mulheres invadissem banheiros femininos.

Gregory Mertz e Jean Marco Pumarol, dois jovens cristãos que participavam das conferências da sociedade civil, foram agredidos enquanto tentavam proteger a privacidade de uma mulher mais velha que estava usando o banheiro.

“Quando mulheres e crianças são ameaçadas, um cristão tem a obrigação de defende-las”, disse Mertz ao LifeSiteNews. Mertz recebeu de um travesti um soco no estômago e Jean Marco, de dezessete anos, foi jogado no chão.

O incidente ocorreu no corredor adjacente a um dos salões onde cerca de mil representantes de diferentes organizações sem fins lucrativos escutavam os representantes da OEA dando as boas-vindas à sociedade civil na reunião anual da instituição. Quando a equipe de segurança do Hotel Catalonia, em Santo Domingo, se recusou a interferir para defender a privacidade da senhora, Mertz e Pumarol se dispuseram a defendê-la e em seguida foram agredidos.

Na República Dominicana, é proibida a entrada de um homem em um banheiro feminino. Não obstante, os funcionários do hotel seguiam diretrizes da OEA para que homens pudessem entrar em banheiros femininos, apesar da lei local dizer o contrário.

A questão do banheiro tem sido abordada de forma agressiva pela OEA e seu Secretário Geral, que recentemente publicou uma ordem executiva a fim de estabelecer uma política radical de gênero em todos os escritórios da organização multilateral.

Membros de organizações sem fins lucrativos foram convidados para ir a Santo Domingo a afim de participarem da discussão sobre esta e outras políticas. As mesas-redondas foram organizadas pela OEA com base em temas pré-determinados, variando entre temas ligados às mulheres, à família e aos direitos humanos, tendo contado inclusive com um grupo especial para debater questões LGBT. As mesas-redondas deveriam elaborar declarações sobre seus temas específicos, as quais seriam apresentadas ao Secretário Geral da OEA e aos embaixadores. Apesar disso, alguns participantes disseram que não havia um verdadeiro interesse da OEA naquilo que tinham a dizer.

O departamento da OEA responsável pelo diálogo com a sociedade civil reservou a si o direito de designar representantes para os temas específicos, desapontando muitos membros do movimento pró-vida e pró-família, que foram segregados por causa de suas opiniões religiosas e sociais, além de terem sido excluídos dos outros grupos de discussão. Os organizadores também escolheram os moderadores de cada grupo, colocando ativistas anti-família em posições importantes. Uma notória amostra de preconceito ideológico foi o fato de o grupo de temas relativo às mulheres ter sido moderado por Catalina Martinez Coral, Diretora Regional para a América Latina e o Caribe do Centro de Direitos Reprodutivos, uma organização radicalmente pró-aborto. A mesa-redonda sobre direitos humanos foi moderada pela Diretora Executiva do CEJIL, uma organização de direitos humanos pró-aborto especializada em litígios dentre do sistema interamericano de direitos humanos.

“A noção de que o direito à vida é um direito fundamental foi diversas vezes considerada pela moderadora como uma estúpida crença religiosa, embora os ficcionais direitos reprodutivos e os direitos especiais dos LGBT tenham sido promovidos pela moderadora Viviana Krsticevic”, afirmou Lianna Rebolledo, uma sobrevivente de um violento estupro que resultou em uma gravidez quando ela tinha 12 anos.

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Enquanto o caos se estabelecia nas reuniões dos representantes da sociedade civil dentro do Hotel Catalonia, fora do hotel o bispo auxiliar de Santo Domingo, Monsenhor Masalles, liderava uma alegre e pacífica manifestação de 15.000 pessoas que rezavam, cantavam e mostravam cartazes com mensagens que afirmavam o respeito da República Dominicana à vida sem qualquer tipo de exceção, à família composta por um homem e uma mulher e à liberdade religiosa.

“Nos últimos 4 ou 5 anos, os defensores da vida e da família têm participado dos eventos organizados por essas instituições multilaterais”, afirmou Carlos Mercader, do Grupo Internacional de Direitos Humanos. “O que estamos vendo agora é que os burocratas que trabalham nessas organizações perceberam que a sociedade civil não concorda com seus experimentos sociais. Por isso estão tentando nos calar”.

Mercader sublinhou a crescente hostilidade da OEA em relação a uma sociedade civil que se torna cada vez mais pró-vida e pró-família, citando como evidência o fato de que, pela primeira vez em suas 46 Assembleias Gerais, a OEA decidiu fechar suas portas para a participação da sociedade civil nas negociações dos documentos.

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Na noite da última segunda-feira, os membros da sociedade civil foram informados, por meio de um e-mail enviado de última hora, que a participação da sociedade civil na Assembleia Geral havia sido cancelada, levando alguns participantes a compararem o Secretário Geral da OEA, Luis Almagro, ao ditador venezuelano Nicolas Maduro. “Maduro e Almagro são farinha do mesmo saco. Se não conseguem o que querem por meio do processo democrático, não veem problema algum em suprimi-lo”.

A fim de chamar a atenção para o ocorrido, participantes da sociedade civil realizaram um protesto silencioso fora do salão onde os dignitários estrangeiros da OEA – cuja principal obrigação é a promoção da democracia – negociavam as convenções e os tratados a portas fechadas.