A pílula do dia seguinte Plano B provavelmente provoca mais abortos do que previne a gravidez

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Defensores da vida estão pedindo aos hospitais católicos que reconsiderem o uso da “pílula do dia seguinte” Plano B, à luz de uma nova meta-análise de estudos passados, a qual alega que, apesar de ser propagandeada como “contracepção de emergência”, estatisticamente é mais provável que ela provoque aborto precoce do que previna a gravidez.

De acordo com os fabricantes do medicamento, o método primário de ação do Plano B suprime a ovulação e, por meio disso, torna a concepção impossível.

Alguns hospitais católicos autorizam o uso dessa pílula por vítimas de estupro, se for possível provar que a mulher ainda não ovulou.

Mas de acordo com o Dr. Christopher Kahlenborn, que foi co-autor da análise publicada na edição deste mês da Linacare Review, estudos passados indicam que a pílula só é eficaz na prevenção da ovulação quando é dada com pelo menos quatro dias de antecedência, o que de qualquer maneira não coincide com a janela fértil da mulher. Porém, quando ingerida durante o período potencialmente fértil da mulher – até três dias antes da ovulação –, Kahlenborn afirma que a droga não previne a ovulação de modo algum, mas apenas torna o útero hostil à implantação de um óvulo fecundado, provocando um aborto precoce. Conseqüentemente, diz ele, é muito mais provável que a pílula termine com uma gravidez do que impeça que ela ocorra.

“Não é correto rotular a contracepção de emergência levonorgestrel (LNG-EC) como simplesmente contraceptiva”, escreveram o Dr. Kahlenborn e seus co-autores, Dra. Rebeca Peck e Walter B. Severs. “Se ingerido antes da ovulação, o LNG-EC pode ser rotulado como aborto/contracepção de emergência”.

Para sustentar suas afirmações, Kahlenborn e seus colegas citaram um estudo de 2011, da especialista em biologia reprodutiva Gabriela Noe, observando que, das 103 mulheres que usaram Plano B antes da ovulação no estudo de Noe, nenhuma ficou grávida. Porque outros estudos mostraram que Plano B não tem eficácia na prevenção da ovulação quando tomado na janela fértil, os autores concluíram que pelo menos algumas das mulheres teoricamente deveriam ter engravidado, apesar do uso da pílula. Já que nenhuma delas engravidou, os autores concluíram que o medicamento agiu não por meio da prevenção da ovulação, mas impedindo a implantação de uma criança já concebida.

Judie Brown, presidente da Liga Pró-vida dos Estados Unidos, pediu que os hospitais católicos parem de usar esse medicamento e que atualizem suas políticas à luz da análise publicada em Linecare.

“Os patrocinadores de Plano B garantiram aos bispos católicos que a droga não provoca aborto. Agora sabemos que isso não é verdade”, disse Brown. “Há um grave risco de que bebês não nascidos estejam sendo mortos pelo Plano B, e os hospitais católicos precisam interromper imediatamente a distribuição dessa droga e revisar suas políticas”.