Papa Francisco: ‘Não tenham medo de ter mais filhos!’

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As pessoas não deveriam ter medo de ter filhos, disse o Papa Francisco hoje em sua audiência geral semanal, já que eles são a “alegria” dos pais e das famílias, geram “harmonia” entre as gerações e ajudam a alimentar a esperança.

“Se uma família generosa em crianças é vista como se fosse um fardo, há algo errado!”, disse ele.

O papa citou a encíclica de 1968 sobre a contracepção, Humanae Vitae, dizendo: “ter mais crianças é algo que não pode ser considerado automaticamente como uma escolha irresponsável”.

“A escolha de não ter filhos é egoísta. A vida rejuvenesce e ganha energia quando se multiplica: ela é enriquecida, e não empobrecida!”

O Papa Francisco destacou as baixas taxas de natalidade, que são a norma nas sociedades ocidentais, dizendo: “Uma sociedade com uma geração gananciosa, que não quer rodear-se de crianças, que as considera acima de tudo inoportunas, um peso, um risco, é uma sociedade deprimida”.

Com a média global de taxa de fertilidade em torno de 1.42 filhos por mulher, a crescente crise demográfica na Itália, semelhante à de todos os países ocidentais, continua sem diminuir. Durante décadas, a taxa de natalidade na Itália tem permanecido abaixo do nível mínimo de reposição de 2.1 filhos por mulher, mas o desdobramento mais recente é a queda na taxa de matrimônios. A agência italiana de estatística ISTAT afirma que em 2013 houve 194.057 matrimônios na Itália, 13.081 a menos que em 2012. Ao mesmo tempo, o uso de contraceptivos nesse país supostamente católico continua elevado.

“Ser filho e filha, segundo o desígnio de Deus, significa levar em si a memória e a esperança de um amor que se realizou justamente iluminando a vida de um outro ser humano, original e novo”, continuou o papa.

“Há uma estreita ligação entre a esperança de um povo e a harmonia entre as gerações”, disse o papa. “. A alegria dos filhos faz palpitar os corações dos pais e reabre o futuro.”

“As crianças”, continuou, “não são um problema de biologia reprodutiva, nem um dos tantos modos de se realizar. E tão pouco uma posse dos pais. Não. Os filhos são um dom, são um presente: entendem? Os filhos são um dom”.